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06/08/2005 19:53
Salmo
Paul Celan
Ninguém nos molda de novo com terra e barro,
ninguém evoca o nosso pó.
Niguém.
Louvado sejas, Ninguém.
Por ti queremos
florescer.
Ao teu
encontro.
Um nada
éramos nós, somos, continuaremos
sendo, florescendo.
a rosa de ninguém.
Com
o estilete clarama,
o estame alto-céu,
a coroa rubra
da palavra púrpura, que cantamos
sobre, oh, sobre
o espinho.
enviada por marieclaire
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